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Falta de soro fez médica correr risco de amputar braço em Cuiabá

Nathalia, irmã da médica Dieynne Saugo, picada por uma jararaca durante banho de cachoeira em Nobres (MT), contou ao UOL que quadro foi agravado por falta de antídoto contra o veneno. “Se tivesse o soro antiofídico na hora, acho que [o quadro dela] não teria se agravado tanto”, diz Nathalia Saugo. Dieynne foi picada no braço e no pescoço, próximo ao rosto, e precisou ser levada às pressas para Cuiabá, uma viagem que durou cerca de três horas.

A cachoeira fica no parque Serra Azul. A assessoria do parque foi procurada para comentar, mas ainda não se pronunciou. Ela foi atendida no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou debilitada. Após aplicação do soro antiofídico, foi transferida para um hospital particular. Nathalia conta que, como a irmã precisa de atendimento especializado para animais peçonhentos, a família organizou uma “vaquinha” virtual de R$ 300 mil para custear a transferência para São Paulo e o tratamento.

Todos os hospitais de Cuiabá estão lotados. Tinha vaga em um, mas era na ala de pacientes com covid-19. Até então, não sabíamos que ela já estava contaminada. Só ficamos sabendo no outro dia [quando ela já havia sido levada para São Paulo]”, explica. Apesar do diagnóstico de covid-19, a médica, conhecida nas redes sociais como “Dra. Fit”, não apresentou sintomas da doença.

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