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Bandido foragido desliga tornozeleira e viaja para praia no Rio de Janeiro.

O criminoso Júnior Alves, que participou da tentativa de roubo no supermercado Atacadão, em maio de 2019, fazia uso de tornozeleira eletrônica, mas o aparelho foi desabilitado pela Central de Monitoramento em setembro porque o equipamento estava sem sinal. A informação é da delegada Juliana Chiquito Palhares.

A delegada também informa que o bandido estava “passando férias” com a namorada e amigos no Rio de Janeiro, livremente. Inclusive, postando fotos nas redes sociais.

Ainda de acordo com a delegada, um gerente da Central de Monitoramento, explicou que o Estado paga o aluguel por ativação de tornozeleira. 

A Polícia Civil recebeu mandados para cumprimento da  prisão preventiva de Júnior Alves. Durante checagem, a polícia descobriu que o criminoso estava com a tornozeleira desativada. 

“Quando recebemos os mandados da Terceira Vara Criminal, para o cumprimento da prisão preventiva, especificamente desse alvo, nós verificamos que ele estava com a tornozeleira desativada pela própria Central. Fomos buscar as informações, não havia nenhuma decisão judicial de retirada da tornozeleira dele, e sim que foi ativada no dia 3 de setembro. No dia 5 de setembro foram os últimos sinais que ela emitiu”, explicou. 

Segundo a delegada, o bandido tinha agendado passagem de volta para Cuiabá para esta quinta-feira (24), porém ele não embarcou por conta do mandado de prisão. A Polícia Civil de Mato Grosso pediu apoio da Polícia do Rio de Janeiro para tentar localizar o criminoso.

A delegada ainda citou que o bandido já havia sido preso na Operação Luxus, que desbaratou uma quadrilha de assaltantes que ostentava o dinheiro do crime com viagens, carros  novos e festas.

OUTRO LADO

A Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio de nota, informou que a Central de Monitoramento desativou a tornozeleira do monitorado Junior Alves Vieira, após constatar que ele deixou o aparelho descarregar. Antes, porém, a Central fez duas ligações, em dias distintos, conforme determina o protocolo, mas o monitorado não atendeu. A Segunda Vara foi informada por meio de ofício.

O CASO 

O crime ocorreu no dia 10 de maio de 2019 quando o grupo criminoso associado, fortemente armado, tentou atacar o carro forte da empresa Brinks, no momento em que era realizado o abastecimento dos terminais de auto atendimento (caixas eletrônicos) instalados no supermercado. O roubo não foi consumado devido a intervenção imediata da equipe da GCCO, assim como pela ação do vigilante da empresa, resultando na morte de três dos criminosos.

Durante a ação, não houve terceiros feridos, seja dentro do estabelecimento, com a reação justa e necessária do vigilante, seja na parte externa com a intervenção dos policiais, repelindo iminente e injusta agressão.

Com os criminosos, foram encontradas diversas armas de fogo, sendo uma pistola canadense, calibre .45, com 13 munições .45 intactas e uma munição .45 deflagrada; submetralhadora,, calibre .40, patrimônio da Polícia Judiciária Civil, com um carregador com 12 munições .40 intactas; e uma pistola, calibre .380, patrimônio da Polícia Militar, com um carregador com uma munição .380 intacta e três munições .380 deflagradas.

O mesmo grupo criminoso inicialmente identificado no dia dos fatos também era investigado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá por diversos crimes patrimoniais anteriores, investigação que auxiliou no levantamento de provas técnicas da participação deles no crime.

Em continuidade a investigação, a GCCO apurou o envolvimento de outros três criminosos, após incessante trabalho policial que reuniu esforços em Inteligência Policial, análises de vínculos, de imagens, diligências em campo e perícias requisitadas.

Fonte: FOLHA MAX

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