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Vigilante fornecia dados a quadrilha: é mamão com açúcar.

Mensagens  encontradas no WhatsApp da vigilante Laura Virgínia Carvalho, 39, da empresa Brink S Segurança e Transporte de Valores, apontam possível participação dela na tentativa de roubo no supermercado Atacadão, ocorrido em 10 maio de 2019. Ela teria enviado um texto afirmando que o  roubo seria “mamão com açúcar”. 

“Pode vir que é mamão com açúcar”, dizia a mensagem enviada a um dos criminosos envolvidos no caso. 

A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), deflagrou na manhã desta quarta-feira (22), uma operação de prisão contra três criminosos envolvidos na tentativa de roubo, no supermercado Atacadão Os mandados judiciais foram expedidas pela Terceira Vara Criminal da Capital.

Se fundamentando em dados coletados durante as investigações, a delegada Juliana Palhares comenta que a vigilante foi elo principal para esquematização do crime. “Informações coletadas junto à empresa na época dos  fatos, revelam que ela não tinha nenhum tipo de desvio de conduta. Daí a responsabilidade do investigador em reunir dados concretos que imputem aquela pessoa a prática do crime, afinal de contas, ela é uma vigilante, trabalha com segurança. Então, gente tinha que ter certeza sobre a participação dela. Então hoje, nós afirmamos, ela foi o elo principal”, disse a delegada.

A participação da vigilante no caso foi levantada logo após o crime, quando a esposa de um dos bandidos que morreu no tiroteio insinuou que ela teria conhecimento do caso. A partir daí, a GCCO passou a investigar a conduta dela, chegando a conclusão de que ela esteve envolvida. 

Ela atuava junto a quadrilha fornecendo informações precisas e imprescindíveis, enviando fotos, dados sigilosos e localizações dos pontos de abastecimento de caixas eletrônicos de diversos clientes da empresa onde trabalhava.

A investigação ainda demonstrou o vínculo da vigilante com um conhecido criminoso, já envolvido em diversos crimes relacionados a caixas eletrônicos, também investigado e preso pela GCCO na operação Luxus.

Um dos alvos da operação já se encontrava preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá, bem como dois mandados de busca e apreensão. Os presos serão interrogados na GCCO e o inquérito policial finalizado em dez dias.

O CASO 

O crime ocorreu no dia 10 de maio de 2019 quando o grupo criminoso associado, fortemente armado, tentou atacar o carro forte da empresa Brinks, no momento em que era realizado o abastecimento dos terminais de auto atendimento (caixas eletrônicos) instalados no supermercado. O roubo não foi consumado devido a intervenção imediata da equipe da GCCO, assim como pela ação do vigilante da empresa, resultando na morte de três dos criminosos.

Durante a ação, não houve terceiros feridos, seja dentro do estabelecimento, com a reação justa e necessária do vigilante, seja na parte externa com a intervenção dos policiais, repelindo iminente e injusta agressão.

Com os criminosos, foram encontradas diversas armas de fogo, sendo uma pistola canadense, calibre .45, com 13 munições .45 intactas e uma munição .45 deflagrada; submetralhadora,, calibre .40, patrimônio da Polícia Judiciária Civil, com um carregador com 12 munições .40 intactas; e uma pistola, calibre .380, patrimônio da Polícia Militar, com um carregador com uma munição .380 intacta e três munições .380 deflagradas.

O mesmo grupo criminoso inicialmente identificado no dia dos fatos também era investigado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá por diversos crimes patrimoniais anteriores, investigação que auxiliou no levantamento de provas técnicas da participação deles no crime.

Em continuidade a investigação, a GCCO apurou o envolvimento de outros três criminosos, após incessante trabalho policial que reuniu esforços em Inteligência Policial, análises de vínculos, de imagens, diligências em campo e perícias requisitadas.

Fonte: FOLHA MAX

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